Matemática

O PIBID no âmbito do curso de Licenciatura em Matemática

O curso de Licenciatura em Matemática, da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), tem como um dos seus principais pilares, por meio da articulação do trinômio pesquisa-ensino-extensão, a busca por uma formação de um profissional docente com perfil dinâmico e crítico que seja capaz de enfrentar os desafios profissionais e as mudanças sociais com uma sólida formação, tanto teórica como prática, para atuação na Educação Básica.

Nesse contexto, entende-se a integração entre a universidade e a escola de Educação Básica como lócus privilegiado para a formação e atuação profissional do futuro professor de matemática, que em última análise pode significar a possibilidade de uma consistente aquisição formativa que traga em seu bojo a efetiva prática educativa com vistas às transformações sociais que a sociedade tanto almeja.

Adotar essa perspectiva significa circunscrever a prática e a teoria em patamares complementariedade só possa ser vivida em sua plenitude, quando futuros professores e professores da escola se reconhecerem enquanto produtores de conhecimento sobre o mesmo objeto: a sala de aula.

Considerando esse cenário é que se inicia, em 2013, a pareceria entre o curso de Licenciatura em Matemática da UNINOVE e três escolas estaduais da Educação Básica por meio do PIBID.

Ao longo desse período estiveram envolvidos neste projeto mais de 180 alunos da graduação, seis professores das escolas públicas e quatro professores da graduação em Matemática.

Essa parceria tem oportunizado, para todos os atores envolvidos no projeto, diversas experiências referentes a: (a) elaboração de propostas de ensino-aprendizagem de Matemática para a educação básica; (b) análise, seleção e produção de materiais didáticos; (c) análise critica das propostas curriculares de Matemática para a educação básica; (d) desenvolvimento de estratégias de ensino que favoreçam a criatividade, a autonomia e a  flexibilidade do pensamento matemático, buscando trabalhar com mais ênfase nos conceitos do que nas técnicas, fórmulas e algoritmos; (e) percepção da prática docente de Matemática como um processo dinâmico, carregado de incertezas e conflitos, um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são gerados e modificados continuamente; e (f)  realização de projetos coletivos dentro da escola básica. Esse contexto experiencial tem sido potencializador de um rico diálogo entre os critérios formativos ligados à graduação e a efetiva atuação profissional, ligados à futura atuação docente.

A orientação de professores experientes, tanto no âmbito da universidade, quanto da escola pública, tem construído um quadro altamente favorável para a formação do futuro professor de matemática.