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Edificando a solidariedadeAlunos doam 65 móveis infantis construídos por eles ao Conjunto Hospitalar do Mandaqui
Pela primeira vez, o “Projeto Mobiliário Interativo” da UNINOVE contemplou um hospital com as suas produções. A ala pediátrica e o pronto-socorro infantil do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, ganharam mais cor e alegria com os 65 móveis infantis projetados e produzidos pelos alunos que frequentaram a disciplina Objeto, oferecida no 4º semestre de Arquitetura e Urbanismo. A ação também contou com a participação de estudantes da Graduação em Desenho Industrial, que confeccionaram um carrinho para transportar brinquedos.
Em breve, a nova brinquedoteca do hospital também será decorada com as criações da UNINOVE. Desde 2004 o projeto vem acumulando números expressivos, como a doação de 240 protótipos para 15 instituições e a participação de cerca de 650 alunos. Uma novidade: neste ano, o “Projeto Mobiliário Interativo” será semestral, o que resultará em benefícios para mais crianças.
Os universitários e os professores fizeram as doações da 5ª edição do projeto em dezembro de 2009. No dia 18 foi realizada a entrega oficial dos móveis, que teve direito até a fixação de uma placa na ala pediátrica. Estiveram presentes o pró-reitor do campus Vergueiro da UNINOVE, Prof. Renato Rodrigues Sofia, o diretor dos cursos de Ciências Exatas, Prof. Júlio César Dutra, o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, Prof. Rubens Antônio Reisig Moreira, a gerente da Pediatria, Maria Teresa Torge Alves, os docentes Luis Octavio Rocha, Rômulo Russi, Denise Xavier e Paulo Magri, alunos e outros importantes profissionais.
“Ao desenvolverem o projeto, o protótipo e o produto, os estudantes aprenderam as exigências da disciplina na prática, de maneira lúdica e mais prazerosa. Além disso, como trabalharam para um ‘cliente’ real, tudo se tornou mais sério, além de terem colaborado com o próximo”, disse o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo.
Para Sofia, essa atividade é muito valiosa. “Por meio dessa ação extensionista, os alunos desenvolvem o mobiliário de locais específicos, com temas ligados às áreas nas quais os móveis são instalados. Quando visitamos o Hospital do Mandaqui foi surpreendente observar o efeito que esses móveis produziram nas crianças internadas e mesmo naquelas que aguardavam uma consulta no prontoatendimento. Por meio de brincadeiras, elas passaram a interagir com o ambiente, aparentando, inclusive, se esquecer de que estavam em um hospital”, exemplificou o pró-reitor.
Como a última entrega foi feita a uma casa de saúde, os estudantes tiveram de redobrar a atenção. Com esse intuito realizaram uma pesquisa em brinquedotecas de hospitais para conhecerem as necessidades e os desejos dos pacientes. Além disso, uma representante do Conjunto Hospitalar do Mandaqui ministrou uma palestra para transmitir informações essenciais para a realização da tarefa. Os alunos contaram, também, com orientação de pedagogos e de profissionais da área da Saúde.
Algumas regras de segurança para a atividade foram adotadas, como o uso de tinta atóxica e de cantos arredondados e a não utilização de pregos. Os estudantes também tiveram como missão estimular as crianças a retornarem mais rapidamente à normalidade, por meio do uso de cores chamativas e de personagens, algumas vezes inseridos em situações parecidas com as dos pequenos, criando uma identificação.
Para a gerente da Pediatria, a atividade lúdica faz muita diferença para as crianças doentes, pois elas se esquecem, momentaneamente, de que estão internadas. “Os trabalhos desenvolvidos mostram uma melhor e mais rápida recuperação e a diminuição no tempo do tratamento, além do fato de os pais também ficarem mais calmos. Por isso, só vejo vantagens nessa iniciativa. Os alunos da UNINOVE estão aprovados”, contou Maria Teresa.
A Profa. Denise também é uma entusiasta desse projeto, que vem crescendo a cada ano. “Para mim, o aspecto mais importante é o fato de osestudantes serem capazes de criar algo relevante. Durante o desenvolvimento dos móveis percebi que ficaram muito engajados e isso é extraordinário. Para se ter uma ideia do valor da iniciativa, uma estudante começou a se dedicar a atividades sociais após ter participado do projeto”, destacou Denise, com o apoio do Prof. Russi, que completou dizendo sobre a importância de os alunos aprenderem o lado do designer e não só do arquiteto.
As alunas de Arquitetura e Urbanismo, Kamila de Oliveira Müller e Bianca Araujo Dias, disseram que o mais difícil de todo o trabalho foi fazer a peça com o conceito imposto a cada um dos grupos. As estudantes tiveram contato com os pacientes e, poder velos brincando felizes com o que criaram, foi prazeroso. Compartilhando a mesma satisfação das colegas, a também aluna de Arquitetura e Urbanismo, Elaine Pinheiro, achou a atividade muito importante. “Vir até aqui e ver as crianças brincando foi muito gratificante, pois aprendemos que Arquitetura não é só fazer casas, é muito mais!”
Publicado em: 21/07/2010 |
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